quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Empty Garden (Hey, Hey Johnny)

Composição: Elton John e Bernie Taupin

What happened here,
As the New York sunset disappeared?
I found an empty garden among the flagstones there.
Who lived here?
He must have been a gardener that cared a lot,
Who weeded out the tears and grew a good crop.
And now it all looks strange.
It's funny how one insect can damage so much grain.

And what's it for,
This little empty garden by the brownstone door?
And in the cracks along the sidewalk nothing grows no more.
Who lived here?
He must have been a gardener that cared a lot,
Who weeded out the tears and grew a good crop.
And we are so amazed! We're crippled and we're dazed...
A gardener like that one, no one can replace.

And I've been knocking, but no one answers.
And I've been knocking, most all the day.
Oh, and I've been calling "Hey, hey, Johnny!"
Can't you come out to play?

And through their tears,
Some say he farmed his best in younger years.
But he'd have said that roots grow stronger, if only he could hear.
Who lived there?
He must have been a gardener that cared a lot,
Who weeded out the tears and grew a good crop.
Now we pray for rain, and with every drop that falls...
We hear, we hear your name...

And I've been knocking, but no one answers.
And I've been knocking, most all the day.
Oh and I've been calling ,oh hey, hey, Johnny!
Can't you come out to play,
In your empty garden?
Johnny?
Can't you come out to play, in your empty garden?

Sobre a vida...

     Era fato, naquele dia, ele não tinha certeza nem mais do seu nome. Amigos, família e dinheiro. Tudo aquilo agora fazia parte de seu passado, sua vida agora era seu pequeno quarto de apartamento.
     Nunca havia sido um exemplo, maltratado pelos pais, viveu sempre à margem de sua família, vagava errante pelas ruas de sua cidade, e apesar de ser um rapaz de classe média, às vezes dormia na rua, jogado, entorpecido por suas próprias memórias. Sempre que voltava pra casa, não era bem recebido por seus pais, que já não acreditavam na salvação daquele filho, seu corpo dava sinais da vida sofrida que levara nos meses ausente, a pele, não mais saudável como outrora, cabelos mal cuidados e cicatrizes espalhadas pelo corpo, apesar disso, sempre o tinham em casa, dando-lhe assistência.
     Sem imaginar que era ouvida, sua mãe chorava todas as noites, clamando a Deus, e perguntava-Lhe o porquê de tanto sofrimento, e sem saber, era ouvida pelo filho que
a cada dia, tinha mais a certeza que não era bem vindo. O pai, somente lamentava silencioso.
     E aquilo se arrastou por mais três semanas até que decidiu que logo a convivência se tornaria insustentável. Juntou as poucas coisas que havia trazido e deixou um bilhete, não como os outros, que diziam que ele voltaria em breve, mas de despedida, e agradecimento.
     Saiu novamente às ruas, com passo firme e dessa, vez, com direção. No período que estava em casa, havia tomado escondido as chaves de um apartamento dos pais, costumava ficar alugada, mas estava vazio recentemente. Ele se dirigia pra lá convicto. Ao chegar, se apresentou ao porteiro, que o reconheceu vagamente, de tempos atrás. No apartamento, se sentiu em casa, como havia se sentido poucas vezes em sua vida, não estava completamente mobiliado, mas era suficiente para que vivesse,ainda mais que já estava acostumado a viver sem confortos.    
     Largou suas coisas em um canto, e foi à janela, deu uma olhada breve e a fechou, assim como fez com todas as outras, trancou as portas e enfim, respirou aliviado.
Ali, passou três meses de sua vida, perambulando pelos cômodos e gastando o dinheiro que ainda tinha no banco. Decidiu escrever, sentia vontade de se comunicar, não verbalmente, mas algo que exigisse mais de sua concentração e menos da sua paciência. Com um lápis e um papel amarelado começou a escrever suas memórias, com aquele leve exagero do quem se considera sofrido. Era sua terapia, ali descontava suas mágoas e relembrava os momentos felizes daqueles 30 anos de vida. Sem perceber, tornou-se dependente daquilo. Com o tempo, passou a cuidar mais de si mesmo, continuou se isolando, mas agora sentia que tinha um lugar no mundo, que não era somente mais um.
     Até o dia em que terminou seus relatos, não tinha nada mais a escrever, parecia que, até aquele momento, sua obra estava completa. Não via motivos de continuar a contar sua vida a partir dali, decidiu terminar. Não só com o livro, mas também com o motivo de o mesmo existir, pois havia descoberto que, ao saber exatamente quem você é, não há mais nada a fazer.

E aí?

     Era uma vez. Não, era uma vez, não. Um belo dia.. Não, também não.
Carla e Daniel era um casal lindo. Não. Não e não. Porque será que é tão difícil começar um texto?
Talvez você até está com toda aquela ideia na cabeça, toda a história pronta pra ser escrita, bate aquela  empolgação para escrever, mas e aí? Cadê o início?
Primeiro, vem aquele pensamento "Não, tem que começar direito, não posso sair contando a história do nada" mas depois você percebe que todos aqueles aquele inícios que você pensou iriam dar um toque muito desanimador na sua história.
Solução: Começar falando do tempo. Isso, falar do tempo. "Era uma madrugada fria e chuvosa, os clarões dos raios iluminavam a penumbra que o castelo se encontrava"
Calma. Como assim? Mas eu não ia falar sobre um domingo na praia?
Ou também: " Clarice era uma menina dedicada aos seus estudos, obediente e temente a Deus,mas,  naquele momento, se encontrava no meio de um grande problema."
Ah, ficou bom. NÃO! Eu precisava dessa descrição no meio da história pra descrever o problema. Voltamos a estaca zero.
      Nenhuma solução e você abandona seu texto por não ter um início, mais um pra gaveta. Uma pena, já que todos os seus personagens iriam ser felizes para sempre.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Amizade

"Existirá algo mais agradável do que ter alguém com quem falar de tudo, como se estivéssemos falando conosco mesmos?"

Ah, sim. A amizade verdadeira. Aquela que não se compra, não se vende. Se adquire, se conquista. 
Não importa o lugar ou a ocasião, não existe hora marcada para encontrar um verdadeiro amigo. Talvez aquela pessoa que puxou assunto com você naquela fila do banco, ou aquele cara, sim, aquele que carregou sua bagagem pra você no aeroporto e que acabou sentando na poltrona ao seu lado.
Todos eles podem se tornar um amigo seu, basta você estar disponível pra isso. Retribua sorrisos, reaprenda aquelas palavras mágicas, obrigada, por favor. Um simples gesto que poderá trazer a você uma pessoa que você poderá contar por toda vida, em todos os momentos, em todas as situações. Seja ele virtual ou 'real', nada melhor que um amigo.

A todos aqueles que têem um amigo e sabem valorizá-lo. Em especial, à Julië, minha AMIGA.
Preciso me desculpar pelo quão clichê será essa primeira postagem, mas preciso fazê-la. Aqui estou, tentando, pela terceira vez, manter um blog. Assim como os outros, começo com boas intenções e planejo seguir em frente, veremos. 
     Postarei aqui vídeos, músicas, poemas e citações. Também alguns textos de minha autoria, crônicas e contos. Quem sabe até poesias. E estamos sempre abertos à sugestões, parcerias e comentários, principalmente nessa fase inicial, onde tudo se ajeita. Não se espantem caso o background mude do nada, ou uma fonte, é tuda uma constante metamorfose, espero que gostem, é de coração.